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Alimentos Plant Based


Provavelmente você já ouviu falar do termo plant based na internet, vendo os rótulos no supermercado, propaganda na televisão, etc. Mas o que é isso? É saudável? Dá onde vem?


Começando pelo começo, o termo plant based (traduzindo: à base de plantas) se refere a alimentos com origem vegetal. Mas o conceito não se pode confundir com o veganismo, pois existem adeptos do conceito que consomem produtos com origem animal (ovo, leite, mel, etc) e também pessoas que estão reduzindo o consumo de carne.


Claro que boa parte dos adeptos são veganos e vegetarianos, mas houve um "boom" de curiosidade bastante grande pelo público com o famoso vídeo mostrando um hambúrguer de base vegetal que era praticamente igual ao feito de carne, incluindo a textura. Um período depois, a Netflix lançou o documentário "Dieta de Gladiadores" apresentando a rotina de diversos atletas de alta performance com dietas plant based ou a base de produtos de origem vegetal, incluindo o símbolo do fisiculturismo Arnold Schwarzenegger.


Mas afinal os produtos plant based são saudáveis? Continue lendo abaixo o artigo para saber todo o processo de produção deles e a composição nutricional.



Vamos iniciar falando primeiro sobre os números do mercado de plant based no Brasil, registrou um crescimento anual de 11,1% nos últimos cinco anos, segundo dados da agência Euromonitor. O faturamento do setor, que era de US$ 48,8 milhões em 2015, passou para US$ 82,8 milhões em 2020 – uma alta de quase 70% no período. Para 2025, a estimativa é que o segmento venda US$ 131,8 milhões no País.


Conseguimos ver esse crescimento apenas indo ao mercado, na área de bebidas vemos cada vez mais novas opções de leites vegetais (coco, amêndoa, castanha, soja, etc) e na parte de congelados vemos os hambúrgueres, linguiça, salsicha plant based.


Processo de Produção


Existem dois tipos de produtos plant based: os que não passam por um processo complexo industrial, como por exemplo a Pasta de Amendoim e Leite Vegetal e os que passam por um processo industrial de alta tecnologia para simular produtos de base animal como o hambúrguer, linguiça e salsicha.


Ainda não há uma regulamentação oficial, estabelecendo modos de produção e uma nomenclatura de consenso. “Carne vegetal” e “carne feita de plantas” são alguns dos termos utilizados para nomear esses alimentos.


Mas é saudável?


A prioridade de quem adota o estilo plant-based é a saúde(normalmente associada a uma alimentação saudável) e a do meio ambiente. As dietas à base de plantas têm sido associadas à melhoria do bem-estar físico e emocional, à redução do estresse e do risco de desenvolver depressão, e ao aumento da qualidade de vida e saúde geral. Mas será que isso é verdade?


Depende. Como falamos em nosso artigo sobre a importância do profissional de Nutrição, o mais indicado é sempre ter um profissional te orientando, afinal cada corpo é um e funciona de uma forma individualizada.


Falando da parte nutricional, de acordo com a Oxford School, a alimentação baseada em plantas pode reduzir em até 78% o risco de desenvolver diabetes tipo 2; em até 53%, o risco de Alzheimer; e em até 32%, o risco cardíaco. Mas é sempre muito importante ler a lista de ingredientes, pois a gama de produtos plant based que passa por um processo industrial complexo normalmente acabam sofrendo muito impacto de químicos, conservantes e são a base de gordura vegetal, sendo assim bastante prejudicial à saúde.


E o impacto no planeta?


Uma publicação da International Weekly Journal of Science apresentou que a adoção de hábitos pautados pelos pilares do plant-based reduziria em 250 vezes as emissões de gases do efeito estufa e em 60% o consumo de água.


Para a Organização para a Alimentação e Agricultura, uma dieta deve ter baixo impacto ambiental, contribuir para a segurança alimentar e nutricional e para uma vida saudável para as gerações presentes e futuras para ser considerada sustentável.


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